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Em suas
incursões pela região, no século XVIII, os aventureiros do Ciclo do
Ouro, frustrados na procura das minas, deixaram rastros de sangue. Depois
de dizimar os índios do grupo Tapuias (Bugres), partiram para outros
lugares, sempre sonhando com riquezas. A ocupação do local, que seria
mais tarde conhecido como Caldas, data de 1720, com fazendas de pecuária.
Coube a Veríssimo João de Carvalho comandar uma obra indispensável à
prosperidade desses estabelecimentos:
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uma estrada ligando Ouro Fino a Cabo
Verde. Também por sua iniciativa, criou-se a Tranqueira, uma baliza de
troncos na divisa de Minas Gerais com São Paulo.
No final do século XVIII, a região recebeu o nome de Campos de Caldas.
Apareceu o Arraial, e Antônio Gomes de Freitas, seu fundador, doou 12
alqueires de terras para o cemitério e a igreja local. Em 27 de março de
1813, data da fundação, saiu o alvará régio da criação da paróquia
de Caldas, desmembrada de Ouro Fino. Nos anos seguintes houve grande
progresso no ciclo pastoril, mas uma parte dos pecuaristas acabou atraída
para as plantações de café de Ribeirão Preto, Franca e outros municípios
paulistas.
Em 1842, integravam o município de Caldas as cidades e terras de Caldas,
Poços de Caldas, Andradas, Santa Rita de Caldas, Botelhos, Alfenas,
Machado e Gimirim (Poço Fundo). Depois começou o ciclo da águas, com a
captação de uma fonte em Pocinhos do Rio Verde, em 1875. Nicolau
Tambasco construiu o primeiro hotel no ano seguinte, e em 1896 apareceram
as primeiras casas. Em 1911, a Companhia Melhoramentos engarrafa as águas,
que não podem ser armazenadas por serem sulfurosas – têm de ser usadas
nas fontes. Outro marco importante foi a reforma do Balneário Dr.
Reinaldo Pimenta em 1917.
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